sábado, 21 de novembro de 2009

I Semana do Livro do Casarão de Poesia

Com dias de atraso, atualizamos o blog para mostrar como foi a nossa I Semana do Livro. Realizamos diversas atividades no Casarão, previamente agendadas com algumas escolas da cidade, mas também algumas abertas à toda a comunidade.



Café com Poesia
Um projeto que visa a compartilhar experiências de leitura. Na foto, a visita da Escola Municipal Prof. Humberto Gama, que contribuiu com leituras de versos de cordel produzidos em sala de aula, pelos próprios alunos. Na oportunidade, o poeta e músico Wescley J. Gama falou um pouco sobre o poeta mossoroense Antônio Francisco. Foi uma tarde muito agradável, apesar do calooooooor!



Cine Casarão
Inauguramos o projeto de cinema em debate com o filme Gran Torino, na noite de quinta-feira (29/10). Foi uma noite mágica. Aos poucos, o Grupo está se articulando para realizar o projeto com o apoio da Programadora Brasil e da Associação Cinemateca Brasileira. Enquanto isso, vamos sonhando.





Noite de Poesia
A I Semana do Livro do Casarão de Poesia teve seu encerramento na sexta-feira (30/10), com uma encantadora Noite de Poesia. Na foto, as integrantes Iara e Luma Carvalhos, Paula Érica (quase-Carvalho) e o integrante Wescley J. Gama (Carvalho por osmose), cantam/recitam os versos de Juraildes da Cruz, Três Meninas do Brasil, parte de nossa atual performance poética Anjos Mulheres. Na Noite de Poesia, recitamos, cantamos, rimos, choramos... Foi belíssima! Dia 28 próximo teremos mais uma edição desta Noite que há quase dois anos encanta os paralelepípedos dessa currais-novense cidade. Vamos à Poesia, aos Livros, à Vida!

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Oficina de Poesia


Foto de Aldenir Dantas

Após a sua belíssima inauguração, o Casarão de Poesia abre suas portas e inscrições para a I Oficina de Poesias do Casarão.
As aulas serão ministradas por Aldenir Dantas, poeta e graduado em Letras (UFRN). Aldenir já possui um extenso e produtivo trabalho com oficinas dessa natureza, em projetos de extensão da UFRN e da Fundação Cultural José Bezerra Gomes, em Currais Novos/RN.
Conheça alguns resultados das Oficinas aqui.
SERVIÇO

O QUÊ? Oficina de Poesia
ONDE? Casarão de Poesia, Rua Lula Gomes, 409, Centro, Currais Novos/RN
COMO? Inscrições no local a partir de 19/10
QUANDO? A Oficina acontecerá nas sextas-feiras do mês de novembro, das 19h30 às 21h30
QUEM? Voltada para faixa etária a partir dos 12 anos

domingo, 11 de outubro de 2009

A Inauguração foi linda demais!

Ontem, 10 de outubro de 2009, depois que o sol baixou suas quenturas aqui no nosso Seridó bonito de guerra e paz, o Grupo Casarão de Poesia inaugurou a sua sede.

Aconchego e bem querer nesse Casarão!

O Casarão de Poesia e o Ponto de Leitura terão funcionamento de segunda a sexta, manhã, tarde e noite, visando ao alcance de todos aqueles apaixonados pela vida e que desejam enriquecê-la cada vez mais com os frutos que brotam de livros, revistas, violões, imagens múltiplas de um cenário cultural que cremos cada dia mais profícuo nestas terras do Seridó.

Crianças, feliz o dia, que são todos!

O evento de inauguração foi uma lindeza só. Aliás, não havia como ser diferente, porque o Casarão ficou digno de se ver, compondo um inventário imagístico repleto das singularidades de nossa cultura local, atrelada a um universo panorânico de outras culturas, de inúmeras formas de arte.

O Casarão multiplicado em imagens de vida e poesia

Um momento tão especial como esse não poderia ser melhor se não contássemos com a presença de pessoas sensíveis e prontas para a entrega aos encantos da arte, porque um poema bem cerzido só se tece de pleno quando há ouvidos límpidos para ressonâncias de mistérios e repercussões de delícias.


Movimento incessante de vida no Casarão!

Tantas apresentações lindas, tanta gente rimando com o coração essas coisas de se vivenciar com a alma e de se lutar com as mãos, que são a arte e a cultura!


Até o banheiro, inspirador!

A Orquestra de Violões e os alunos do Curso de Violão deram a tônica instrumental ao evento, fazendo florescer levezas no cais sombrio de nossos antigos paralelepípedos; o Grupo Caçuá de Mamulengos e o Cordel do Pau Quebrado somaram forças com uma arte popular torneada de encantos, risos, críticas e belezas no nosso Casarão enfeitado; e o Grupo Brocoió, acompanhado de tantos amigos de poesia e violão, ritmaram as estruturas do bairro, abalos sísmicos nos alicerces do Casarão, tons maciços de azuis pelas ruas, e uma Currais Novos que não será mais a mesma depois desse marco importante para a ressignificação da história da cultura currais-novense.


"A poesia quando chega não respeita nada"


E assim vamos seguindo com a força do lirismo que habita esse Casarão, fundando pedras de escândalos entre cactos e sândalos, afundando barcos sem prumo, tonalizando com lindezas as cores já mui belas do nosso Seridó apaixonante e apaixonado, esse algodão de fibra longa e carinhosa, merecedor de mãos sensíveis para a sua tessitura. Porque "a poesia quando chega não respeita nada". A Poesia chegou com força agora. Ao Casarão!

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Inauguração do Casarão!!!


Antigo Casarão da UFRN, Campus Currais Novos, hoje Residência Universitária.
Em breve, imagens do atual Casarão!


Sob o telhado encardido do Casarão da universidade, gerações de alunos, amigos e amantes fizeram ecoar palavras, sementes intensas que brotaram de vozes a declamar, aos quatro ventos, a paixão pela Poesia, pela Arte, pela Cultura.
Inspirados nas recordações dos tempos universitários, alguns amigos uniram-se em torno de um ideal: oferecer à cultura um cuidado de querências, fruto agridoce que nos mexe por dentro, inquietando-nos a ponto de negar qualquer cotidiano, toda a mediocridade que insiste em prevalecer sobre os paralelepípedos desta terra do algodão.
Na passagem do ano de 2006 a 2007, à luz de lamparinas, ao som de um rádio antigo, uma moça corta o dedo no Espaço Avoante de Cultura. Surgia a nossa primeira performance poética: “A Poesia quando chega não respeita nada”. Como quem se assombra com os significados do mundo, a moça que corta o dedo vem ferindo desde então. Moça-poesia espalhando farpas e flores pelas veredas deste sertão.
O Casarão de Poesia nasceu consciente de sua caminhada entre cactos, estes bem menos cortantes que a palavra fornida de encanto, colhida bem no íntimo de nossa cultura. Durante quase três anos de existência, Currais Novos, o Seridó e o Rio Grande do Norte têm sido cenários mais que solenes para a construção deste lugar de inquietações. Arquitetando sonhos e fabricando novos horizontes, seguimos na certeza de que a força do alicerce, o abrigo do telhado e a extensão dos abraços amigos, oferecerão saborosa existência não somente ao Casarão, mas à Arte, à Cultura, à Vida.
INAUGURAÇÃO DO CASARÃO

DATA: 10 de outubro de 2009
LOCAL: Rua Lula Gomes, 409, Centro, Currais Novos/RN
HORÁRIO: a partir das 16h.
PROGRAMAÇÃO:
* Grupo Casarão de Poesia * Grupo Caçuá de Mamulengos * Cordel do Pau Quebrado * Wescley J. Gama * Orquestra de Violões do Seridó Oriental * Grupo Brocoió *

Realização:

Apoio:















terça-feira, 22 de setembro de 2009

Das mulheres


Picasso


flor etérea
cheiro selvagem
passagem de água
pluma afundada
beleza de escombros
aceita o voo
sabendo da queda
asas de borboleta migram para seus olhos

Elina Carvalho

sábado, 19 de setembro de 2009

Visita aos Clowns de Shakespeare!

Nesta sexta-feira (18/09), o Grupo Casarão visitou o Barracão Clowns, em Natal. Na oportunidade, assistimos ao projeto Três Vozes Poesia, organizado por Carlos Gurgel, e representado pelo poeta natalense Jean Sartief, o santa-cruzense Marcos Cavalcante e o recifense Lara.



Poeta recifense Lara


Poeta santa-cruzense Marcos Cavalcante


Poeta natalense Jean Sartief


Os anfitriões, queridíssimos Clowns!

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Im(pressões) Auditivas


Autorretrato com a orelha cortada, de Vincent Van Gogh (1889)

Que vozes são essas
que me interrompem
e rompem
meus minutinhos sagrados?


deus, mãe, monstros?


Suspendem-me
acima dos varais
dos muros, prédios, telhados, luas...

No cimo dos meus olhos cansados
como paralelepípedos
em dias de procissão